Cigarrinha das Pastagens. Controle biológico e cultural

Cigarrinha das Pastagens

A Cigarrinha hoje é considerada um dos maiores problemas dos criadores de gado do Brasil, além de atacar as pastagens, ela pode causar danos a cana-de-açúcar, milho e outras gramíneas.

As cigarrinhas são insetos sugadores da ordem Hemíptera que se alimentam em vários tecidos vegetais. Apresentam coloração diversa, variando do verde claro ao preto com manchas vermelhas, pretas e amarelas. As formas jovens das cigarrinhas ficam protegidas por uma espuma branca característica, semelhante a cuspe. Os adultos são pequenos e possuem o primeiro par de asas semelhantes às asas de barata.

cigarrinha

Sugam a seiva e injetam toxinas, causando intoxicação sistêmica das plantas (fitotoxemia) que interrompe o fluxo de seiva e o processo vegetativo. São também vetores de organismos que causam doenças. Algumas espécies de cigarrinhas prejudicam a planta ao inserir os ovos em ramos verdes. As formas jovens (ninfas) sugam a seiva das raízes, produzindo espuma branca típica, que as protege dos raios solares e de certos predadores.

cigarrinhas das pansagens sintomas

Em pastagens os sintomas iniciais são estrias longitudinais amareladas que aumentam para o ápice da folha e posteriormente secam. Quando o ataque é intenso, pode haver amarelecimento geral da pastagem.

Controle

1-Controle cultural

-Utilização de plantas resistentes: Algumas forrageiras apresentam características que dificultam a propagação da praga, como pilosidade, rigidez dos tecidos e produção de alomônios.

Realizar adubação equilibrada

-Consorcio de gramíneas nativas ou resistentes com gramíneas suscetíveis

Evitar o superpastejo mantendo as gramíneas a uma altura ao redor de 25 cm.

recuperacao-de-pastagens-degradadas

Preservação de matas ou faixas de vegetação nativa, lugar de abrigo dos inimigos naturais das cigarrinhas.

2-Inimigos naturais

Os principais inimigos naturais das cigarrinhas das pastagens são os pássaros (Anu-branco, Anu-preto, Bem-te-vi, Andorinha), aranhas e insetos (micro Vespa (Anagrus urichi), formigas predadoras, larva de mosca (Salpingogaster nigra)).

Para aumentar a presença de inimigos naturais devem-se cultivar três ou mais tipos de gramíneas, consorcia-os com leguminosas, preservar as matas próximas e usar inseticidas seletivos com os inimigos naturais.

3 – Controle biológico

O inseticida microbiológico formulado a partir de esporos do fungo Metarhizium anisopliae controla as cigarrinhas provocando uma doença nelas. Os esporos de Metarhizium anisopliae entram em contato com o inseto, penetram na sua cutícula, colonizando os órgãos internos do hospedeiro que para de se alimentar e morre.

Hoje é um dos agentes biológicos mais usados no Brasil, principalmente pelas usinas, sendo muitas delas fabricantes deste produto, ele é eficaz contra as ninfas e adultos das cigarrinhas e possui um desempenho de controle semelhantes aos químicos não agredindo o meio ambiente, tem um baixo custo e é de fácil aplicação.

Metarhizium anisopliae cigarrinhas

A pulverização deve ser feita a final da tarde utilizando-se de 200 a 300 litros de água/ha, para atingir a base da gramínea, onde as ninfas se alojam. As condições favoráveis para o fungo incitar a doença são: temperatura entre 26 a 27 ºC, umidade relativa do ar acima 75% e baixa radiação ultravioleta.

Autor: Miguel Lancho

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

-PICANÇO, Marcelo Coutinho – PROTEÇÃO DE PLANTAS: Manejo integrado de pragas. Viçosa, MG – 2010

-PAPA, G. Proteção de Plantas – Métodos de Controle de Pragas e Manejo Integrado. Viçosa, 2010.

-Maria Aico Watanabe Luiz Antonio Silveira Melo. Controle biológico de pragas de hortaliças. EMBRAPA Jaguariúna, 2006

CONTROLE DAS CIGARRAS DO CAFEEIRO revistacafeicultura.com.br

Controle de cigarrinha-das-pastagens Embrapa

– Miguel Michereff Filho; Jorge Anderson Guimarães; Alexandre Pinho de Moura; Valter Rodrigues Oliveira; Ronaldo Setti de Liz Reconhecimento e controle de pragas da cebola. Circular Técnica EMBRAPA Brasília, DF Outubro, 2012

-ISMAN, M.B. Plant essential oils for pest and disease management. Crop Protection, 204 Guilford 2000

-ROEL, A. R. Utilização de plantas com propriedades inseticidas: uma contribuição para o desenvolvimento rural sustentável. Rev. Internacional de desenvolvimento local, 2001

-NEVES, B. P.; OLIVEIRA, I. T.; NOGUEIRA, J. C. M. Cultivo e utilização do nim indiano. Santo Antônio de Goiás: EMBRAPA/CNPAF, 2003. 12 p. (Circular Técnica, 62)

-AGUILAR E. Inseticidas Botânicos: Seus Princípios Ativos, Modo de Ação e Uso Agrícola. EMBRAPA AGROBIOLOGIA. Seropédica – RJ 2005

-VENDRAMIM, J. D. Uso de plantas inseticidas no controle de pragas. In: CICLO

-ABREU JUNIOR, H. Práticas alternativas de controle de pragas e doenças na agricultura. Coletânea de Receitas.EMOPI, Campinas-SP, 1998.

-BARBOSA, F.R.; SILVA, C.S.B. da; CARVALHO, G.K. de L. Uso de inseticidas alternativos no controle de pragas agrícolas. Petrolina: EMBRAPA Semi-Árido. 2006. 47 p. (EMBRAPA Semi-Árido. Documentos, 191)

-MICHEREFF M. F.; GUIMARÃES J. A. Recomendações para o Controle de Pragas em Hortas Urbanas. EMBRAPA. Circular Técnica 80, Brasília, DF Novembro, 2009

-PENTEADO S R. “Defensivos Alternativos e Naturais”

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s